
terça-feira, setembro 30, 2008
Falanstério 85 - 6km de Ciclovia, em SP!

Falanstério 84 - Dia Mundial Sem Carro 2008
Informações:
Bicicletada.org
Falanstério 83 - Ciclocine, Recorde de Bilheteria
Falanstério 82 - Viva a Rua!
domingo, setembro 21, 2008
Falanstério 81 - Extra, Extra, hoje tem Ciclocine!

Aperitivos:
- curtas relacionados à bicicleta e mobilidade urbana
Prato Principal:
Still We Ride - Elizabeth Press, Andrew Lynn, Christopher Ryan (EUA, 2005, 37′ - legendas em português)
“Na sexta-feira, 27 de Agosto de 2004, poucos dias antes da convenção republicana, uma operação massiva da polícia resultou em 264 pessoas presas, uma das maiores prisões em massa da história de Nova Iorque. Para muitos novaiorquinos, Agosto de 2004 foi a primeira vez que eles ouviram falar do ritual mensal da comunidade ciclística da cidade; uma pedalada livre chamada Critical Mass (Massa Crítica).
Still We Ride captura a atmosfera de descontração daquela noite de agosto, antes das prisões, e o caos que se sucedeu. Conta novamente a história das origens do Critical Mass em São Francisco e relata a batalha nos tribunais que se arrastou por mais de um ano depois das prisões, e que se transformou em uma batalha mensal entre autoridades locais e os ciclistas. Liberdades civis, vigilância, poder da mídia corporativa e os benefícios dos meios alternativos de transporte são alguns dos temas dessa história.”
Local: Espaço Contraponto (Mapa)
Preço: Sua participação e presença.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Falanstério 80 - Semana Sem Carro
quarta-feira, setembro 10, 2008
Falanstério 79 - CicloCine e Bicine 2008
Filmes com um conteúdo voltado para o movimento independente e de propulsão humana. A primeira sessão acontece nesta quinta-feira (11/09) no Espaço Contraponto. Na abertura do festival, curtas-metragens sobre a Bicicletada e depois o atrativo principal, com o documentário Taken for a Ride. Entre, fique à vontade e puxe sua cadeira.
E aproveitando o tema de películas, uma dica Ibérica. Entre os dias 16 e 22 de setembro, irá acontecer mais uma edição do Bicine. O evento faz parte da Semana Européia da Mobilidade e será realizado na praiana Valência. Clicando aqui é possível ver a programação deste festival de curtas quem tem como tema principal a bicicleta.
O recado foi dado. Em São Paulo ou em Valência, com pipoca ou com paella o que vale é ver filme e pedalar com proeza.
Referências:
Apocalipse Motorizado - Em cartaz: Ciclocine
Pedalante - Bicine 08
segunda-feira, setembro 08, 2008
Falanstério 78 - Quando nós vivemos!
Tinha tudo para ser um dia inspirador. E foi! Durante a semana as previsões indicavam chuva e tempo frio. Mas Mário de Andrade não iria deixar uma dia especial sobre ele molhado e gelado. O sol amanheceu tímido entre as nuvens, assim como as pessoas que iam chegando na Praça do Ciclista. A saída estava marcada para as 9:00 da manhã. Mas pedir pontualiadade num domingo que tinha cara de chuva era pedir muito. Depois de esperar alguns colocarem suas bandeirolas nas bicicletas (doadas pelo gentil Haase) e aguardar alguns atrasados o primeiro Pedal Cultural partiu às 9:30.
Estávamos em 25. Esse número foi aumentando e diminuindo durante o passeio. Mas todos sempre juntos com apenas um objetivo, viver a vida com alegria e compartilhar conhecimento. "Guiados" pelo maestro Toni descemos a Rua da Consolação e fizemos a nossa primeira parada. Paramos no Cemitério que tem o mesmo nome da rua. E ali começou o que teríamos em todas as paradas; a História contada por Toni, as árvores explicadas por Mig e as ruas com seus nomes explicados por mim.
Na Rua Maria Antônia mais um recital de estórias. "O joelho na Universidade. Saudade.", assim Andrade disse. Depois esquecemos a cabeça do poeta na rua Lopes Chaves, como ele mesmo pediu. Paramos exatamente no cruzamento da rua que leva o nome do escritor que ajudou a realizar a Semana de Arte Moderna de 1922. Lógico que tínhamos que parar por ali. Mig com mais uma bela aula sobre a vida verde e Toni com sua memória estupenda fez até quem estava de carro ouvir mais uma parte da História.
Fizemos uma pausa estratégica para reabastecer. Mas quando ciclista para no posto não é para colcocar gasolina e sim calibrar pneu e encher a pança. Energias recuperadas e pedalada rumo ao Pico.
Depois um pouco de cicloativismo. Fizemos um teste pela ciclovia da Avenida General Edgar Facó. Analisamos e pedalamos por ali e chegamos numa conclusão; quem planejou a "ciclovia" não anda de bicicleta e não sabe o que é realmente uma ciclovia. Mas pelo menos fizemos um divertida mini-mandala.
Nossa próxima parada era o Pico do Jaraguá. O maior desafio do dia. Ainda não sabíamos se iríamos pedalando ou pararíamos na base e subíamos a pé. Tivemos que esperar o amigo Toshio na estação de trem Vila Clarice. Uma troca; sai Laércio e entra Toshio. Enquanto aguardávamos o câmbio paramos numa praça e descontraímos mais um pouco. Piadas do Canna alegravam ainda mais o ambiente.
Toshio se juntou à Massa Cultural e fomos rumo ao Pico. No caminho muitos buracos e algumas subidas. Uma parada na reserva indígena próxima a base da montanha e começamos a pedalar. Ninguém ousou em deixar a bicicleta na base e subir a pé. "Ciclista que sou, ao meu destino vou.". Esse era o espírito. A subida começou leve. O visual era deslumbrante. 4 km só de subida até o cume.
Sempre fui motivado pelo hermano Toni a desbravar essa montanha e hoje era o grande dia. Eu tinha apenas uma coisa em mente, não descer da bike e chegar até o final. E assim fui fazendo. Toni me avisou que os 600 metros finais eram de queimar os músculos e ele tinha razão. Me concentrei. As pernas queimavam, pediam para parar, mas a mente e o coração estavam estimulados a não desistir. Pneus trator e uma mochila pesada no bagageiro dificultavam ainda mais a pedalada. O ritmo foi diminuindo mas as pernas se mexiam. Quase no final, uma vista arrebatadora da cidade de São Paulo surgiu encoberta por uma agradável neblina. A visão me motivou ainda mais e escalei com mais força. Na última curva a glória! Cheguei no Pico do Jaraguá. Dividi a alegria da chegada com Ju Highlander e Mig. Quando parei a bike e coloquei as pernas no chão, os músculos tremiam, mas não de medo e sim de força!
Aos poucos todos foram chegando. Um mais cansados que os outros, mas o que importava que todos estavam no alto. Mário de Andrade recitou: "Os olhos lá no Jaraguá, assistirão ao que há de vir.". Nossos olhos viram coisas fascinantes. A alegria de cada um em realizar esse desafio, a vista do alto da "Paulicéia Desvairada", a empolgação de Toni ao contar as lendas do Pico. As fotos tiradas com emoção. A aula de relaxamento/alongamento feita por meninas e menino. Tudo perfeito.
E para melhorar ainda mais o sol apareceu. Saiu das nuvens e iluminou ainda mais o nosso dia. Um pic-nic foi montado no anfiteatro do Pico. Queijos, vinhos, geléias, torradas e muita descontração. O sarau começou. Poesias e poemas eram declamados. Músicas eram entoadas e risos eram jogados no ar. O clímax foi quando Mig retirou sua flauta da mochila e chamou todos para dançar. Foi espontâneo. O som saiu da flauta e nós começavamos a nos mexer. Palmas, passos de dança, pulos e troca de carinhos este foi o resultado da canção entoada no alto da cidade.
Quem estava de fora olhava curioso. Parecia que queria entrar na festa. Mas muitos tinham vergonha. Mas uma pessoa não teve. A pequena e bela Flávia com seus cabelos dourados e poucos anos de vida. Apareceu como uma folha que veio voando de um local distante e se juntou a nós. Repassou alegria, aumentou a descontração e fez todos ficarem encantados com seu jeito de falar "De novo" e pedir mais uma brincadeira. Um anjo que passou e depois se foi.
Depois desse momento inesquecível reunimos nossas coisas e partimos para a descida. Momento de muita concentração e habilidade. O grande perigo eram as curvas e os malucos/irresponsáveis que pegam caronas nos carros que sobem e depois descem em bicicletas de péssima qualidade a todo vapor sem temer por sua vida e pela dos outros.
Eu desci no pelotão da frente. Numa média de 65 km/hora cheguei na base alucinado com a adrenalina da descida. O pessoal que vinha atrás estava demorando a chegar. Nós que estávamos esperando ficamos preocupados. E quando começamos a subir o Pico de novo a Massa surgiu. A demora foi devido à duas quedas. Haase que teve a infelicidade de bater de frente com um dos malucos/irresponsáveis que caiu do carro que segurava para subir e acabou aparecendo na frente do nosso amigo. E Toshio que se empolgou com os 70 km/hora, marcados no velocímetro e esqueceu de fazer a curva. Algumas escoriações, dores, mas nada que poderia fazer eles pararem.
Após o susto seguimos até a Rua Aurora no Centro de São Paulo. Quatro preferiram seguir de trem/metrô e os que ficaram foram pedalando até o próximo sarau. Chegamos em exatos 60 minutos. E ainda chegamos antes dos que foram de trem. Mais um intermodal vencido pela bicicleta. A feira que estava no cruzamento da Aurora estava terminando. Compramos bananas que foram distribuídas entre todos. Quatro ciclistas que dormiram até mais tarde se juntaram na Massa. Depois que "enterramos" os pés de Andrade na Aurora continuamos o trajeto.
No Largo do Paissandu deixamos seu sexo, no Correio escondemos seu ouvido direito; e o esquerdo deixamos nos Telégrafos. "No Pátio do Colégio, afundem meu coração paulistano: Um coração vivo e um defunto bem juntos.". O poeta pediu que deixasse seu coração onde a cidade foi fundada e por lá ficamos.
Nas badaladas do Sino da Paz terminamos a poesia. Luzes que surgiam através do gás. O sol que ia embora aos poucos. A flauta mágica do Mig sendo entoada mais uma vez, agora com a companhia da doce voz de Polly. Passos de dança mais tímidos, porque o momento era de instropecção. No final da melodia, um forte aplauso. Não deixamos a língua do poeta no Ipiranga porque o tempo foi curto. Mas foi bom. Ele nunca deve parar de falar. Deve estar sempre presente em nossos corações e que todos possam compartilhar seus ensinamentos. Foi o primeiro Pedal Cultura, mas foi apenas o começo, porque se Bicicleta é poesia, Bicicletada é diversão e arte!
Mais informações, fotos e relatos:
Pedalante - Foto Pedal Cultural
Fourier - Fotos Pedal Cultural
PedaleToni Vídeos - (1) (2) (3)
O Guia Verde - Por Priscilla Santos
Fahrrad - Fotos Pedal Cultural
Fahrrad Vídeos - (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10)
Apocalipse Motorizado - Massa de Domingo, o Pedal Cultural
Bicicletada.org - Pedal Cultural
Mocó do Canna - Foto Pedal Cultural
quarta-feira, setembro 03, 2008
Falanstério 77 - Pedal Cultural
Ciclistas de São Paulo pedalam inspirados em Mário de Andrade
Locais citados no poema “Quando eu morrer”, da Lira Paulistana, serão pontos de intervenção ciclística e cultural
No próximo domingo (07/09), ciclistas de São Paulo vão pedalar na poesia de Mário de Andrade. Pátio do Colégio, Vale do Anhangabaú, Faculdade de Direito da USP, Pico do Jaraguá e outros cartões postais da capital paulista, citados no poema “Quando eu morrer”, da obra Lira Paulistana, serão visitados pelos amantes do pedal.
Cada ponto citado no poema contará com uma intervenção cultural. De esquetes a recital de poesias, os ciclistas vão mostrar que pedalar também é cultura.
Pegue sua bike, coloque sua poesia, música ou peça teatral predileta na mochila e venha pedalar nos locais que inspiraram este autor apaixonado pela “Paulicéia Desvairada”.
Mais informações no www.bicicletada.org
terça-feira, setembro 02, 2008
Falanstério 76 - Uma Homenagem
La Graciosa (foto: polly rosa)"Pouco tempo de conhecimento
mas com bastante reciprocidade
hoje vem a andorinha que
lhe trás a primavera e por isso
lhe desejo, sempre, a eternidade."
Autor desconhecido.




























