quarta-feira, julho 30, 2008
Falanstério 73 - Gracias, Graciosa!
terça-feira, julho 29, 2008
Falanstério 72 - Curitiba, Muito Prazer!!
Enquanto o ônibus não chegava os remanescentes conversavam na praça. Diversas pizzas foram pedidas. Coincidentemente as pizzas e o ônibus chegaram juntos. Nós tínhamos a missão de colocar 37 biciletas dentro do ônibus. E enquanto fazíamos isso comíamos as pizzas. Foi uma cena inusitada. Coordenados pelo Mestre Pasqua a missão foi cumprida e fechamos as portas do bagageiro rumo à Curitiba.
Saímos quase 2 horas da manhã de São Paulo. O motorista um pouco perdido deu ainda mais uma volta pela praça. Durante a semana a promessa era de que ninguém iria dormir no ônibus e parecia que seria isso mesmo. Regados com vinhos, cervejas o povo ia animado. Apitos que foram distribuídos na Bicicletada paulistana eram usados para evitar que os dorminhocos pudessem descansar. A galera estava eufórica e a viagem prometia e muito. Paramos em Registro para um lanche e seguimos viagem. Ainda bem que o motorista não dormiu. Ficamos sabendo que ele estava com a noite virando no trabalho. Por isso os fumantes do bonde se revezam para manter ele acordado. O principal era o Mário Canna que descobriu toda a vida do condutor. Até ficou sabendo que ele herdou a profissão do pai.
Chegamos por volta das 8:00 horas. Paramos na reitoria da Universidade Federal e apenas 3 ciclistas nos esperavam, inclusive o Eduardo Cooper, curitibano gente fina que usava uma engraçada cartola. Na hora fiquei um pouco decepcionado, pois esperava uma grande recepeção. Mas ainda estava muito cedo. A concentração era a partir das 10:30. Famintos fomos tomar nosso desejum. Mas antes tivemos que tirar todas as magrelas do ônibus e remontá-las. Esta tarefa foi mais fácil. A maioria optou por um café da manhã no Mercado Municipal da cidade, que foi bastante saboroso.
Na volta até a reitoria a Massa já estava bem grande, mas a maioria era de paulistanos. Chegando lá o pessoal de Curitiba estava em peso. Agora sim a Massa Crítica estava formada. Muitas pessoas enfeitadas, balões, muitas crianças e casais. O clima era festivo e amigável. O frio prometido pelos meteorologistas não veio e o sol saiu para nos aquecer.
Onze da manhã a Massa partiu. A maior da história de Curitiba. Atingiram 3 dígitos pela primeira vez, éramos mais de 150. Ocupávamos todas as faixas. Estava lindo. Panfletagem, as faixas feitas em São Paulo eram mostradas. Pessoas nas ruas tiravam fotos e olhavam admiradas. O grito mais cantado foi: "Menos caros, mais Bicicletas!". Chegando no Centro um grande comício acontecia com os candidatos das eleições. Um dos nossos pegou o microfone e entoou a música do Plá (que só iria aparecer mais tarde) "Invasão das Bicicletas". Todos cantaram juntos e no final levantaram suas magrelas como vencedores.

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Falanstério 71 - Parabéns Bicicletada de SP
O clima é seco, mas não frio. As pessoas vão chegando na Praça do Ciclista e começa a festa. Cada um trás um pouco de tudo. Pedaços de bolos vão surgindo, bexigas são enchidas e enfeitadas nas bicicletas das pessoas. Bandeirolas com hastes de metal são colocadas nas magrelas para passar a mensagem. Além das bandeirinhas, camisetas com a placa de 1,5m entre ciclistas e carros foram confeccionadas pelo detalhista, paciente e habilidoso Daniel Haase. As camisetas foram vendidas em questão de minutos. Parabéns para você também, nobre amigo Haase.
Além do clima caloroso trocado entre as pessoas, a praça estava com um ar de protesto. Primeiro a candidata a prefeita, Soninha Francine, usou a bela bike sonora para convocar os pedalantes para acompanhar ela até o debate que irá ter na Band. Mas lembrando que a Bicicletada não apóia ninguém, o que pode acontecer é que um participante ou outro tenha afinidade por algum candidato. O nosso espaço na praça é democrático e qualquer um pode subir no "palanque" e falar suas idéias, mas nunca usar o nome da Bicicletada para ganhar vantagem.
Além da convocação da Soninha tínhamos outra "pauta". Na semana que passou antes da Massa Crítica um fato lamentável aconteceu. O médico André teve que retirar a sua bike da garagem do seu prédio em Pinheiros. Ordem da síndica que disse: "Garagem não foi feita para bicicletas!". Mas ela teve a infelicidade de o povo da Bicicletada descobrir isso, o que fomentou a mente de todos de dar uma passadinha na frente do prédio e entoar alguns gritos.
O trajeto começou a ser definido, enquanto as pessoas conversavam e brindavam a vida. A opção feita foi a pedalada/protesto na Rua Cristiano Viana e depois um passeio cultural pelo histórico centro de São Paulo. E às 20:00 horas começamos o nosso tradicional aquecimento e saímos para pedalar. A novidade era a aquisição de 3 faixas para passar nossa mensagem. Zucca mandou muito bem. Só foi vetada a faixa da lei seca par evitar polêmicas.
Descemos a Haddock Lobo, passamos pela Estados Unidos, cruzamos a Avenida Rebouças e chegamos na Cristiano Viana. Uma rua sem saída. Já no caminho para o prédio do médico recebíamos o apoio dos vizinhos que acenavam do alto. Na frente do edíficio Grand Space Pinheiros, a Massa com mais de 300 pessoas parou e puxou os gritos de protesto: "Libera a Bicicleta!!" e "Bicicletada". Os moradores não entendiam direito, alguns desceram para falar conosco e apoiaram nosso manifesto. Ainda pintamos uma bicicletinha na rua para a síndica sempre que sair com seu carro lembrar da bicicleta branca da paz. Depois o médico André me disse que conseguiu uma audiência com a síndica e ela vai pedir para um engenheiro reformar a garagem para ter bicicletas. E além disso ele tem o apoio dos seus vizinhos. A Massa passou e conseguiu seu objetivo.
Depois da mensagem passada subimos a Teodoro Sampaio, demos a tradicional volta pela Avenida Paulista. Começamos a descida até o Centro. Treze de Maio, Vergueiro, Liberdade e Praça da Sé. A mandala em volta ao marco zero foi feita mais uma vez. Depois uma subida pela famosa Rua Augusta. Os carros tiveram que parar para a Bicicletada passar. A festa estava completa faltando apenas o canto de "Parabéns para você!" e ele foi entoado com muita alegria e festa pelos participantes da Bicicletada.
A primeira parte da festa terminou, mas a segunda estava prestes a começar. Cerca de 40 ciclistas iriam rumo à Curitiba participar da Bicicletada de lá que acontece aos sábados de manhã. Mas isso é assunto para outra postagem. Por aqui termino esta, parabenizando a todos que ajudam a realizar esse encontro lúdico e educativo que só tem um objetivo, viver!
quinta-feira, julho 24, 2008
Falanstério 70 - 6 Anos
A última sexta feira do mês está chegando... EU VÔ!!!!!!!!!!!
Pedalantes ansiosos para a edição especial de seis anos da BICICLETADA. A Massa Crítica paulistana pedala mais uma sexta feira para celebrar as cidades mais humanas.
Porque as ruas são para as pessoas, porque o espaço é publico, porque essa cidade precisa nos ter mais respeito. Todos convidados para essa data especial!!! Para participar, basta aparecer munido de qualquer meio de transporte não motorizado.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar? Sem problemas. Apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada.
A concentração é às 18:00hs. Ás 20:00hs começa o pedal lúdico-educativo. Pedalamos em ritmo leve, ninguém fica para trás. O ritmo da Bicicletada é o ritmo das pessoas da Bicicletada. É um espaço para a convivência entre pessoas de todos os tipos e idades.
Na sexta-feira, dia 25/07...
Traga sua alegoria, língua de sogra, cartaz ou panfleto e venha experimentar outra cidade!
Em caso de chuva, nossos pulmões agradecem.
::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::.
:. sexta-feira (25/07)
:. concentração lúdico-educativa: 18h
:. Massa Crítica para humanizar o trânsito: 20h00
:. na Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440
:. panfletos e cartazes para divulgação: http://tinyurl.com/37cjle
:. sobre a Praça do Ciclista: http://tinyurl.com/2j28sc
:. relatos e fotos de edições anteriores: http://tinyurl.com/ypsgr2
: . : . : . Site: http://www.bicicletada.org
: . : . : . lista de discussão (cadastramento): bicicletada-sp-subscribe@lists.riseup.net
: . : . : . bate-papo: canal #bicicletada no irc.indymedia.org (para quem usa IRC) ou http://chat.indymedia.org (no navegador)
: . : . : . massa crítica - wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_Cr%C3%ADtica
: . : . : . comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33384635
quinta-feira, julho 17, 2008
Falanstério 69 - WNBR por Renata Falzoni
segunda-feira, julho 07, 2008
Falanstério 68 - Nas Curvas de Santos
Esta com certeza foi a maior aventura feita pela Bicicletada. Não digo maior em relação ao número de participantes e sim falando sobre as experiências vividas e as cenas vistas. Uma pena que nem todos foram nesse pedal insano.
Esta foi a segunda cicloviagem dos integrantes da Massa Crítica. A primeira tem o relato do amigo Pedalante. Denominada de Bicicletada Interplanetária - Prólogo, lá fomos nós, 13 bravos pedalantes saindo da selva de pedra rumo as areias brancas de Santos. O nome já remete o que seria a adrenalina sentida. Foi o prólogo, porque vamos fazer a oficial em dezembro, com centenas ou milhares marchando até Santos para comemorar a chegada do verão. Testamos a Imigrantes, a estrada da Manutenção e também a cidade de Santos.
O dia estava escuro quando saí de casa. Às 6 da manhã encontrei o André no meio do caminho e fomos juntos para a Praça do Ciclista. Enquanto pedalamos o sol nascia. Na chegada, vimos a Praça em obras. Será que irão colocar a placa identificando que ali fica a Praça do Ciclista? Veremos. Ali foi o primeiro ponto de encontro para a partida rumo ao litoral. Eu, André, Bruno, Daniel, Aninha, Fabricio e a Rosinha (mascote do passeio) partimos rumo ao Metrô Santa Cruz encontrar outro grupo. Antes, Mathias e Kelaine passaram por nós rumo ao trabalho.
Pedalada na Avenida Paulista vazia neste sábado agradável e com muito sol. No Metrô nos juntamos com Leandro, Alexandre, Juliana e Márcio Campos. Antes do pedal começar a rodar pra valer, uma parada na padaria para encher a barriga e no posto em frente para calibrar os pneus. Dali começamos.
Saímos por volta de 8:30 de São Paulo rumo à praia. Chegamos logo na Imigrantes e o ritmo estava bem tranquilo. Pequenos aclives e longas descidas eram nosso cenário. Caminhões passavam rapidamente ao nosso lado e provocavam um vento muito forte. Alguns buzinavam apoiando e outros reclamando. O acostamento da rodovia virou uma bela ciclovia.
Íamos tranquilo, alegres e conversando. Fizemos mais uma parada num posto no meio da rodovia. Usamos o banheiro e comemos mais um pouco. Por lá encontramos o Mario e mais dois pedalantes da Bicicletada. Agora sim a Massa estava formada; 13 ciclistas mais a Rosinha que momentos antes havia pegado um vácuo no caminhão que quase ficou branca.
Recomeçamos no mesmo ritmo e logo avistamos um carro da Ecovias. A mulher gritou "Não pode", ignoramos e continuamos. Mas ela passou um rádio para o posto policial em frente e fomos impedidos de continuar. Argumentamos bastante, levamos a lei que permite nossa ida pela Imigrantes, mas eles rebatiam usando a placa de proibido bicicletas. Num instante, um caminhão que havia sido parado pela blitz "fugiu" e os dois policiais saíram correndo com suas duas viaturas atrás do "fujão". Foi uma cena hilária, porque um dos policiais ficou tão empolgado com a saída do caminhão à 10km por hora que saiu gritando: "Tirem as bicicletas da frente, ele fugiu". Esse com certeza é um homem da lei.
Ficamos sozinhos no posto policial pensando em que fazer. Um dos policiais voltou de ré no acostamento da Imigrantes e argumentou um pouco mais conosoco. Um Sargento apareceu e disse todo truculento: "Se descer pode prender"; e saiu cantando pneu. No final decidimos ir pela estrada da Manutenção. Foi até bom, porque o homem da lei parou os dois lados da Imigrantes para gente atravessar. Foi sensacional ver caminhões, carros e motos pararem para ver a Massa passar.
Apesar da descida da Imigrantes ser mais fácil e mais rápida, nada compensa o visual pelo outro caminho. Que maravilha. Logo que entramos já mudamos de terreno e parecia mountain-bike. Mas foi um curto período. Erramos pela primeira vez o caminho e um cachorro barulhento junto com seu dono na moto (que carregava um facão) nos disse o caminho certo. E nos alertou que a Polícia Ambiental estaria esperando a gente!!
A partir daí a diversão começou. Altas descidas, grandes velocidades e o contraste. Kilos de concreto eram refletidos pela linda natureza da serra. Cachoeiras complementavam o visual. Algumas subidas longas eram os desafios, mas nada que impedia o pedal. O visual era realmente dislumbrante. Finalmente conhecemos as curvas da estrada de Santos.
No final recebemos um aviso do guarda florestal que agora para descer por ali teríamos que ter autorização. Ouvimos e fomos embora. Subimos um trecho de difícil acesso e brotamos na Imgrantes como tatus da terra. Por lá seguimos até a cidade. Um pneu trocado na caminho pelo Márcio, uma parada para banheiro e lanche e finalmente chegamos em Santos.
Fomos recebido com uma ciclovia que até tinha semáforo para ciclistas. Paulistanos incrédulos tiravam fotos daquela rara cena. Pena que a ciclovia acabava do nada. Íamos ansiosamente rumo a areia e ao mar. Antes uma barulheira da Massa dentro do túnel para avisar a todos daquela cidade que a Bicicletada Interplanetária estava passando.
Alguns kms depois enfim a praia estava em nossos pés. Que sensação de "dever cumprido". Pedalamos na areia. Brincamos como crianças e cansados sentamos nas cadeiras de um quiosque. Comemoramos comendo e bebendo. Contando anedotas (havia um ser misterioso que usou a pia do banheiro como bidê) e dando gargalhadas curtíamos a maresia. Foi um momento inesquecível.
Da praça até a areia foram 90 kms. Quase 4 horas de pedal. Ficamos cerca de 3 horas em Santos e o Prólogo foi feito. Alimentados e recuperados partimos para a rodoviária. Dois ficaram em Santos, Alexandre já tinha partido antes e Fabricio voltou só para o ABC. Para a capital, 9 bicicletas dentro do ônibus. E mais uma bicicletinha da vó orgulhosa do presente que iria dar para o neto. E assim voltamos. Conversando com várias idéias na cabeça, planejando a próxima aventura. Nossos corações estavam emocionados e a nossa mente trabalhava querendo mais. O corpo pedia um descanso, mas nunca uma parada. Por isso pedaleremos até o infinito, porque com amigos vamos longe.
Fotos:
CicloBR
Fahrrad
Márcio Campos
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CicloBR